Chegamos no ano 2022 do século XXI: movimentos de revolução e resistência [Proposta de Reportagem]

Já muito se debateu sobre como a pandemia impactou não apenas a forma como passamos a interagir em sociedade, ancorando-nos, ainda mais, às interações na WEB, mas principalmente escancarou, sem muitas surpresas, as desigualdades sociais e na concentração das grandes riquezas; e como não existe remorso da parte de quem usufrui desse modelo. Uma repetição dos velhos formatos, e consciências, sob novas tecnologias de ponta, e transtornos. 

Ao passo que o discurso de ódio, que costuma surgir nos momentos históricos de agravamento social e político, retomou tanto os palanques, como conquistou as grandes corporações de mídias virtuais e impressas, convencionais ou modernas. A comunicação de massa, ou na qual se concentra algum poder de decisão e curadoria, dificilmente vai estourar a sua própria bolha: arrancar um pedaço da própria carne, de modo voluntário, gera uma dor demasiadamente sobre-humana.

Por isso, numa revolução, quem não senta num, cutuca o formigueiro; e cada organização, coletivo, isto é, agrupamento social com atuação política ativa e militante, tem se encarregado de pegar a sua varetinha ou instalar as suas formigas nas cadeiras de seus vizinhos mais poderosos. Assim, a reportagem tem como proposta aferir os desafios e projeções de movimentos sociais (tais com ONGs e coletivos etc.) para compreendermos como as ações desses movimentos têm se conectado (ou não) com os discursos num contexto em que palavras como pandemia, fome, agronegócio, crise humanitária, crise ambiental, racismo, lgtfobia, entre outros, têm preenchido o dicionário popular (e político) no Brasil.

Chegamos no ano 2022 do século XXI, e é nesse atual cenário, em que as coroas do coronavírus – mas não as da colonização intercontinental – parecem razoavelmente controladas pelas vacinas contra a COVID-19, que os movimentos sociais se desaguaram para nutrir, física e psicologicamente, os mais afetados pelo planejamento de destruição, igualmente ética e moral – sob as velhas máscaras de seca, fome e desemprego como algo natural na estrutura social, só para pontuarmos os exemplos mais recorrentes – dos segmentos menos abastecidos pela benevolência ou caridade cristã do capital.

Para tanto, abordaremos as formas de atuação, posicionamentos, assim como, entrevistaremos, pelo menos, um dos recortes sociais, a seguir: (i) Pessoa preta, parda ou indígena (identidade racial/cor); ou Povos e comunidades tradicionais, quilombolas, de terreiro, ciganos e indígenas (grupo étnico). (ii) Mulher (cis/trans/travesti); ou Pessoa trans, travesti, não binária ou com outra variabilidade de gênero (queer, andrógine, fluido e mais); Pessoa sem identidade de gênero (agênero) ou com condição específica (intersexo). (iii) Pessoa com deficiência. (iv) Vegetarianos ou veganos de vertente popular. Tais grupos, serão considerados a partir da fala, isto é, representação de um coletivo, ONG ou organizações etc., de atuação preferencialmente popular. Além de referências externas a esses movimentos, tais como falas de pesquisadores, críticos ou teóricos sobre o tema da reportagem.

Seleção de possíveis movimentos, coletivos e ONGs a serem abordados:

  1. Mães da resistência (ONG 𝐋𝐆𝐁𝐓𝐐𝐈𝐀𝐏+)
    🌈 𝐒𝐨𝐦𝐨𝐬 𝐦ã𝐞𝐬, 𝐩𝐚𝐢𝐬 𝐞 𝐟𝐚𝐦𝐢𝐥𝐢𝐚𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐋𝐆𝐁𝐓𝐐𝐈𝐀𝐏+, 𝐫𝐞𝐜𝐫𝐢𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐥𝐮𝐭𝐚 𝐚𝐭𝐫𝐚𝐯é𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐬𝐞 𝐜𝐨𝐥𝐞𝐭𝐢𝐯𝐨.
    https://www.instagram.com/maesdaresistencia/
  2. Coletivo LGBT Sem Terra / Conselho Nacional Popular LGBTI+ (MST)
    https://www.instagram.com/p/Cc0Jg47Lzfb/?utm_source=ig_web copy link
    https://twitter.com/conselholgbti
  3. Mulheres Periféricas e LGBT+:
    https://www.instagram.com/coletivo.mulheres.perifericas/
  4. ONU Mulheres Brasil
    Perfil oficial da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres
    https://www.instagram.com/onumulheresbr/
  5. Baque Mulher Recife Matriz
    Maracatu Baque Mulher
    Fundado pela @mestrajoanacavalcante
    primeira e única mulher à frente de uma
    Nação de Maracatu @encantodopina
    https://baquemulher.com.br/
    https://www.instagram.com/baquemulherrecifematriz/
  6. Vegano da Periferia
    Acreditamos numa causa acessível para todas e todos. Não importa onde você mora, importa como você pensa. Leonardo e Eduardo Santos
    SITE OFICIAL 👇🏽
    https://www.veganoperiferico.com.br/
  7. Comunidade de pescadores artesanais de Rio Formoso/PE
  8. Quilombolas de São Lourenço
  9. Centro Cultural Coco da Umbigada, Mãe Beth d’Oxum

Skip to content