Teu olhar | Clipe | Com relato

Em 2019, eu finalmente tocava o violão conforme desejava: com a liberdade do sentir, abandonando a convenção de que deveria saber decorado isso ou aquilo, afinar de tal forma, interpretar de tal jeito para “saber tocar”.

A música é um processo mais intuitivo que acadêmico para mim.

Compor também significa expressar a verdade dos meus sentimentos, assim como o fiz intensamente nesse período.

Compor era a forma mais segura e livre, uma vez que codificada, de expressar o que eu sentia.

Por isso, era comum eu perguntar para quem se dispunha a ouvir minhas composições, especialmente as instrumentais: “O que você sentiu?”

Eu queria saber se aqueles códigos musicais eram capazes de contar às pessoas a transformação que eu vivenciava internamente.

Percebi que nas composições instrumentais, eu me conectava aos ouvintes com incrível sintonia do sentir.

Já nas canções, nem tanto, visto que letras simples ganhavam um significado mais complexo, captados só quando eu começava a revelar as entrelinhas da composição, por mais boba que elas parecessem.

Este tema de violão foi composto em 29 de julho de 2019. Lembro que puxava as cordas mais agudas com intensidade. Talvez tentasse arrancar algo de dentro de mim.

Codifiquei o nome do tema com seus próprios acordes: Em5 Em Em9 Em Em5

Arranquei “Teu olhar” do E.

Skip to content