Obrigada, Naná | Relato

Gosto de salvar referências musicais que geram processos educativos e de cura em mim. Amo a solitude. Acredito que devido a dois processos: a minha própria personalidade de preservar a minha individualidade; foi a melhor forma que encontrei para viver sob o isolamento psicológico desde criança. Meu quarto sempre foi meu espaço de segurança. Por isso, até hoje, eu preciso de um espaço que seja só meu e isso é critério básico para qualquer tipo de relação que eu estabeleça. Qualquer pessoa que insista invadir ou se apossar desse espaço que é físico e psicológico, incentivará o meu afastamento. Aprendi a expressar com convicção minhas necessidades. Por outro lado, o isolamento também gerou longos momentos de solidão, em que eu não tinha com quem conversar, ou não tinha em quem confiar, ou não sabia a quem recorrer. Nessas horas, a música, a canção, era a minha terapeuta, era a minha educadora, era minha amiga, era meu familiar, entre outras figuras. Ainda é, na verdade. Só que agora ela divide espaço com as pessoas que me fazem bem. Gosto da canção popular porque ela fala de coisas simples da vida, que são as que considero as mais belas e importantes nos meus vínculos.


Sou do Bem

Naná Vasconcelos

Fico feliz
Só em te ver
Na luz, clara luz que esse dia transpire
Na luz dos teus olhos com sede e amor

Fico feliz
Só em te ver
Na luz que procuro encontrar nas pessoas
Na luz que semeio em busca do amor

E o amor existe, é só ter calma, tudo vem
Vou prosseguir, vou sempre assim
Que eu sou do bem

Obrigada, Naná, por ter me ajudado a me manter forte e a continuar acreditando nas coisas simples da vida.

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